17 de Outubro de 2019
|55| 3744.4061
SST não é só obrigação de eSocial, é Necessidade Cultural
07 de Agosto de 2019
Investir em Segurança e Saúde do Trabalho não deve ser uma obrigação para cumprir “o prazo do eSocial”, e sim uma cultura de gestão, adotada para aplicar recursos diretamente à melhoria das condições de trabalho e das operações da empresa.

Ambientes seguros e sadios, práticas em compliance, tudo isso reverte em mais produtividade e satisfação no âmbito corporativo.

O tema foi abordado pelo Engenheiro Rogério Balbinot, diretor da RSData, em sua palestra na programação de Segurança e Saúde do Trabalho da Prevest, iniciada na terça-feira, 30/07, na FIERGS, em Porto Alegre-RS.

Segundo o Engenheiro, a questão não deve ser somente se preparar para o eSocial – embora esta preparação seja, também, fundamental. Mas o ponto principal é: mudar a cultura de gestão de pessoas e ambientes, criar uma conscientização nos trabalhadores e nos gestores de que Segurança e Saúde do Trabalho não são “regras chatas” que você tem que seguir. Ao contrário, são recomendações, práticas, que têm de virar rotina, visando ao benefício de todos.

“Se o eSocial é importante? Sim, claro que é. Mas devemos lembrar que trata-se de um sistema que somente simplifica a entrega das informações ao governo. A legislação a seguir é a mesma, e não sofre modificação alguma em função do eSocial”, comentou o diretor.

Assim, ainda que seja simplificado, ainda que mude, ainda que seja encerrado com a nomenclatura atual (pois isto é o máximo que vai acontecer, ou seja, o eSocial NÃO VAI acabar), este sistema não prevê dificultar a vida das empresas com obrigações a cumprir, mas sim facilitar o envio dos dados.

Só que para isto ser, de fato, simples, é preciso estar preparado. E este preparo tem um nome só: gestão.

Gestão de SST não é adereço. Ela tem de estar diretamente atrelada à gestão dos negócios, de forma macro e bem compreendida.

O Engenheiro informou, ainda, que é preciso haver uma conciliação de tarefas e comprometimento por parte dos profissionais de Engenharia, Medicina e Segurança do Trabalho, para que a disputa médico x engenheiro encerre e, principalmente, para que ambos trabalhem juntos na conscientização geral das organizações.

“O ponto principal é ver a Segurança e Saúde do Trabalho como a fundação, o alicerce, de um ambiente de trabalho favorável. Vamos fazer uma analogia: ao comprar um apartamento, você olha primeiro a localização, iluminação, ventilação, ou a fundação e estudo do solo?”, comentou. “Se sua resposta foram os primeiros itens, e a da maioria é assim, saiba que você estará assumindo um risco. O apartamento pode ser lindo, o sonho da sua vida… e depois virar um pesadelo como o Palace II (quem não lembra do desastre com os prédios do condomínio carioca que ruíram por falta de condições estruturais na década de 90, deixando dezenas de famílias a ver navios?)”, complementou.

Voltando para as empresas, a lógica é a mesma: Segurança e Saúde do Trabalho não podem ser secundários, nem tão pouco vistos como custos. Na verdade, são condições básicas para o bom funcionamento de uma organização.

E, em se tratando de eSocial e obrigações afins, esta base, esta fundação, é o alicerce fundamental para que as empresas não caiam na ruína da não conformidade, que poderá ter custos altos em penalizações, multas e outras consequências.

“SST é comprometimento de longo prazo. Não é o medo da punição que deve resolver este problema, e sim a conscientização de que Segurança e Saúde do Trabalho são necessárias, imprescindíveis”, finalizou Balbinot.
Fonte: RSData
FOTOS
COMENTÁRIOS